Sobre Nelson Gonçalves

Portuguese teacher and researcher; Free Software evangelist and Free Culture activist. Animation, 3D and Blender are on the top of my list. Free Software is a matter of liberty, not price. Using Free Software is a statement about the world we live in and how we choose to live in it.

Artistas Livres: alguns artistas que utilizam Software Livre e que vale a pena conhecer

A melhor forma de começar a explorar o mundo da criação com Software Livre é ver Elephants Dream (www.elephantsdream.org/), Big Buck Bunny (www.bigbuckbunny.org/) e Sintel (www.sintel.org/). Já agora, aproveite e acompanhe os projectos actualmente em curso Mango (mango.blender.org/), Tube (tube.freefac.org/) e Mercator (mercator.licuadorastudio.com/). O que estas curtas 3D têm em comum é o facto de terem sido ou estarem a ser produzidas apenas com Software Livre.

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Blender e Videojogos

Quando se fala no Blender  (www.blender.org/), a maior parte das pessoas pensa em animação 3D e modelação. Na realidade, existem já vários exemplos de jogos para diversas plataformas (i.e. PC, iPhone, iPad, Android, etc.) que utilizam o Blender como ferramenta de modelação ou para criar animações. No entanto, a evolução e o actual  grau de sofisticação do Blender Game Engine, uma componente integrada no Blender,  tem permitido a sua utilização na criação de videojogos com crescente grau de profissionalismo e complexidade.

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Blender para além da animação e dos jogos

O Blender é hoje uma popular ferramenta poderosa para modelação e animação 3D. No entanto, nem toda a gente utiliza o Blender para criar filmes de animação ou para jogos. A sofisticação e potencial do Blender permitem a sua utilização noutros contextos, sobretudo para fins artísticos (i.e. instalações, etc.) e científicos (i.e. visualização, etc.). Aqui ficam alguns exemplos que surpreendem pela sua criatividade. Em muitos deste projectos, o Blender Game Engine (BGE) é o elemento central.

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Software proprietário nos programas do sistema educativo português

Como o novo ano lectivo está quase a chegar, resolvi ir espreitar programas de disciplinas do sistema educativo português que envolvem obrigatoriamente a manipulação de computadores e software. É claro que é possível e desejável utilizar as TIC e a Internet em  todos os níveis de ensino e disciplinas. No entanto, estes programas destacam-se por serem aqueles que recomendam software, que incluem nos conteúdos as questões relacionadas com software e hardware, que, muitas das vezes, são responsáveis pela iniciação ou aprofundamento de hábitos de trabalho que envolvam a utilização de computadores e Internet.

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A transparência que falta(va) em Portugal

A “Base: contratos públicos online” (www.base.gov.pt) é uma página oficial onde é possível encontrar informação relativa à formação e execução dos contratos sujeitos ao Código dos Contratos Públicos. Uma das possibilidades mais interessantes é a consulta dos dados  relativos aos ajustes directos, tal como previstos no artigo 127.º do Código dos Contratos Públicos (CCP). A intenção, louvável, é promover a transparência na Administração Pública. No entanto, a implementação é, no mínimo, pobre.

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Alguns mitos sobre o Magalhães

Por um questão de honestidade, devo começar por estabelecer alguns pontos prévios: concordo e apoio medidas que visem disseminar os meios informáticos por toda a sociedade e elevar os níveis globais de fluência tecnológica; não concordo com muitas das opções implementadas nos projectos e-escolas e e-escolinhas.

O meu quotidiano profissional e pessoal permite-me reforçar com regularidade esta convicção na importância dos meios informáticos e redes de comunicação no presente e futuro. Apesar de gostar de ter uma visão mais global sobre estas temáticas, acredito que o país necessita urgentemente de reforçar as suas competências nesta área, sobretudo junto das gerações mais jovens, se quisermos que as nossas crianças e alunos sejam agentes activos nesse futuro. É exactamente porque me situo aqui que discordo de muitas das opções tomadas pelo Governo relativamente aos programas e-escolas e e-escolinhas.

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10 razões para utilizar Software Livre na Educação

Há alguns anos atrás, Software Livre e “Open Source” eram conceitos que surgiam quase exclusivamente associados a indíviduos que, na melhor das hipóteses, eram caracterizados como excêntricos apaixonados pela informática capazes de produzir um discurso povoado por termos técnicos com um valor quase esotérico para a generalidade dos utilizadores. É preciso não esquecer que muitos destes últimos descobriam o mundo dos computadores porque sentiam que as janelas e os menus, os botões e os ícones constituíam, finalmente, uma linguagem acessível. Iniciar a exploração do mundo dos computadores era um sonho que muitos ainda consideravam desnecessário ou mesmo fora do seu alcance e, portanto, a simples referência à possibilidade de utilizar linha de comandos numa janela de Terminal, por exemplo, assemelhava-se ao seu pior pesadelo. Entretanto, é tempo de descobrir, discutir e compreender que valores e princípios mais altos se levantam.

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